sexta-feira, 29 de julho de 2011

Doutrinador






P-0004 - O Crepúsculo dos Deuses - Clark Darlton - Publicado em 29/9/1961.
... — A doutrinação é um processo de aprendizagem hipnótica, através da qual se ativam determinados setores ociosos do cérebro e se intensificam as funções de outros.
— Trata-se de aulas hipnóticas?
— É, também poderíamos usar este nome. O método permite transformar uma criatura primitiva em um ser inteligente, desde que possua um cérebro. Pretendo usar este método para transmitir-lhe parte do saber dos arcônidas.
Rhodan recuou instintivamente...
... Rhodan respondeu com um ligeiro aceno de cabeça. Estava compreendendo.
— Foi por isso que decidi, contra a vontade de Thora, confiá-lo ao nosso doutrinador.
Como desejo ter dois homens ao meu lado, peço-lhe que me indique o nome de seu melhor amigo. Este receberá o mesmo treinamento hipnótico. Suponho que proporá Reginald Bell, não é?
Perry confirmou.
— Em que consiste este treinamento?
— Não receie, não haverá a menor perda de tempo — disse o cientista com um sorriso.
— Se começarmos hoje, amanhã, você e Bell disporão de um saber muito maior que toda a humanidade. Além disso, determinados setores do cérebro serão ativados. Se deixássemos que este desenvolvimento seguisse o curso normal, ele levaria milênios. Já lhe falei isso. Não há dúvidas de que será dotado de capacidade telepáticas, ainda restritas. Infelizmente não posso prever quais serão as outras faculdades que se desenvolverão. Talvez sejam ativadas, mas não plenamente desenvolvidas.
— É inacreditável.
— Quando dispuser do nosso saber, você compreenderá. Trazemos o doutrinador a bordo a fim de treinar raças menos inteligentes. Os indivíduos tratados por ele estarão em condições de desempenhar o papel de gênios de sua raça, transmitindo-lhe idéias progressistas. Trata-se da aceleração artificial de um processo que, em condições normais, seria muito lento. No seu caso, adotaremos um processo mais radical. Eliminaremos os estágios. Saltaremos por cima dos milênios. Você se transformará em um homem que corresponderá ao tipo normal que surgirá daqui a dez mil anos, quando tiver sido consolidado o império galático, cuja pedra fundamental foi lançada pelos arcônidas.
Crest calou-se, dando tempo para que Rhodan ordenasse seus pensamentos.
A atuação aparentemente generosa do cientista extraterreno tornou-se compreensível aos seus olhos. Ao ajudar os homens, servia em primeira linha a si mesmo e a sua raça.
Descobrira o verdadeiro motivo dos seus atos. Os homens deveriam colocar-se ao lado dos arcônidas debilitados, a fim de que estes não perdessem o império.
Rhodan abanou lentamente a cabeça. Era uma conclusão lógica, resultante das circunstâncias.
— Estou de acordo — disse, tranqüilo, embora mal conseguisse dominar a emoção. —
E Thora, o que dirá?
Crest deu de ombros.
— Terá de conformar-se. O cientista da expedição sou eu; é a mim que cabe decidir.
— Mas ela é a comandante — objetou Rhodan.
— É verdade. É responsável pela nave e pela viagem, mas não pelas providências de caráter científico. Sobre estas só eu decido. E também assumo a responsabilidade pelas decisões nesse campo. E, acredite, sei perfeitamente o que estou fazendo.
Rhodan estava convencido disso.
Duas horas depois, ele e Bell eram conduzidos por Crest para uma parte da nave que, até então, permanecera fechada. Em meio a um complexo de máquinas interligadas por uma enorme quantidade de cabos, havia duas poltronas isoladas, dotadas de capacetes. Os grampos metálicos presos aos mesmos iam diretamente às máquinas. Um zumbido ameaçador fez-se ouvir. Luzes acendiam-se e voltavam a se apagar.
— É o doutrinador. Queiram sentar-se nas poltronas. Perderão a consciência e não perceberão nada do que se passa ao seu redor. O funcionamento dessa instalação é totalmente automático. Nesta escala, marco o grau de transmissão de saber. Como vêem, estou escolhendo o grau mais elevado para ambos. Com isso, transfomar-se-ão espiritualmente em arcônidas. Mas os traços natos do seu caráter permanecerão inalterados...






No filme Matrix, lançado em março de 1999, Neo começa sua "formação", tornando-se especialista em muitas formas de combate, simplesmente carregando vários programas de treinamento diretamente em seu cérebro e, no mesmo instante, aprende a luta dentro da Matrix, e Trinity aprende a voar um helicóptero instantaneamente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Coisas do Acaso: Matrix - Agente Smith







P-0007 - Invasão Espacial - Clark Darlton - Publicado em 20/10/1961.
... Mercant já voltara a guardar a arma. Percebera que o DI já abandonara o corpo em que se havia instalado. Sammy Derring tinha um aspecto sadio e normal. Isso significava que a idéia de que ninguém conseguia sobreviver a esse processo de troca não era verdadeira. Logo se deu conta de que o próximo ataque seria dirigido contra o ministro da defesa, cujo nome era Daring. O mesmo devia ser submetido imediatamente a uma rigorosa vigilância. Além disso, Perry Rhodan devia ser avisado, antes que ocorressem novos ataques. Deu algumas instruções a Smith. O agente retirou-se para tomar as providências necessárias. Não compreendia o que havia atrás daquilo, mas estava acostumado a executar prontamente as ordens que lhe eram dadas, mesmo que não as compreendesse...







Agente Smith, também conhecido como "Smith", é personagem de ficção e vilão da série Matrix, interpretado pelo ator Hugo Weaving. Como vimos a cima, no sétimo volume da série Perry Rhodan, o vilão da história também leva o nome de agente Smith, coincidências acontecem ou todos os agentes são Smith.

Seringa Pressurisada






P-0096 - O Mistério do Anti - K. H. Scheer- Publicado em 5/7/1963.
... Era a única coisa que se podia fazer. Enquanto raciocinávamos e formulávamos conjeturas, tratei da ferida de Marshall. No quarto contíguo havia medicamentos de sobra. Meus conhecimentos médicos eram mais que suficientes para limpar a ferida e lançar-lhe o spray com o plasma regenerador de células. Uma injeção pressurizada livrou-o das dores. Goratchim tomou impulso com a mão, como se quisesse arremessar uma pedra. Senti uma dor aguda, que logo passou. Fitei a parte visível da grossa agulha que o mutante me introduzira na musculatura do tórax. Ah, sim, antes disso abrira o uniforme. Senti a pressão do líquido injetado. Por que Goratchim teria usado esse método antiquado? Não apreciava as picadas de agulhas. Preferi não protestar. Era indiferente que me picasse ou usasse as modernas seringas pressurizadas. Olhei para seu polegar, que continuava a empurrar o embolo da seringa. O líquido desapareceu no interior de meu corpo. Quando só restava pequena quantidade do mesmo, senti náuseas. A sensação tornou-se tão forte que perdi os sentidos…




Hypospray
A hypospray (coloquialmente, hipo) é um dispositivo médico usado para injetar líquidos no corpo. O sistema utiliza um mecanismo de transporte não-invasivo de ar comprimido para transferir o injectant a partir do dispositivo para a camada subcutânea abaixo da pele do corpo, ou artéria. Isto é feito sem o uso de uma agulha, garantindo que a pele não é perfurada durante o uso, reduzindo assim o risco de infecção ou dor no local da injeção. Vários medicamentos podem ser usados, inserido no hipo em frascos anexado ao final do instrumento.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nave dos antepassados






P-0081 - A Nave dos Antepassados - Clark Darlton - Publicado em 22/3/1963.
... A gigantesca esfera metálica vagava pela imensidão infinita do Universo. Se traçássemos sua rota passada, chegaríamos ao halo galáctico, onde se situam os gigantescos grupos estelares esféricos. Mas se acompanhássemos sua rota futura, iríamos parar no vazio desolado da extremidade oposta da Via Láctea. Se mantivesse a velocidade atual, a esfera só chegaria ao destino dentro de algumas dezenas de milênios. Além de gigantesca, a esfera era artificial. Quem a visse pela primeira vez poderia ter a impressão de estar observando um pequeno planeta. Porém, um exame mais cuidadoso logo revelaria que essa impressão seria simplesmente falsa. A esfera era um objeto artificial, construído e posto em movimento por seres pensantes. Ao que parecia, seus tripulantes também eram criaturas inteligentes. Vez por outra, o observador veria uma sombra que se movia atrás das vigias iluminadas. Essas sombras possuíam formas humanóides, fato que levava à conclusão de que, no interior da esfera, não habitavam monstros, e sim homens. A esfera era uma nave espacial. É bem verdade que a nave tinha um diâmetro de mil e quinhentos metros e seria capaz de abrigar alguns milhares de homens. Seguia firmemente a sua rota, sem preocupar-se com os acontecimentos que se desenrolavam nos milhares de planetas habitados, situados nas vizinhanças. As placas energéticas de radiações, que permaneciam ligadas, ininterruptamente, evitavam sua localização eletrônica à distância, e nenhuma nave de patrulhamento espacial, fosse de que raça fosse, descobriu o peregrino incansável que voava para um destino desconhecido. Não havia ninguém que jamais tivesse posto os olhos no interior da misteriosa nave-fantasma, com exceção, é claro, das pessoas que viviam e trabalhavam no interior da mesma. Mas estas pessoas só conheciam o interior da nave; não sabiam o que se passava no mundo situado além de suas paredes metálicas. É bem verdade que viam as estrelas que desfilavam lentamente ao longo da trajetória da nave; mas estas pertenciam às suas vidas e não representavam qualquer mistério. O negrume eterno do cosmos era seu dia, e os sóis reluzentes eram seus companheiros constantes. Por maior que fosse a nave, em comparação com a imensidão do Universo, ela não passava de uma partícula de pó, que seguia com vagar uma trajetória previamente traçada, e nela prosseguiria até que um dia fosse devorada pela eternidade. Ninguém daria por sua falta...









Stargate Universe
segue as aventuras de uma equipe multinacional de exploração espacial que depois de esclarecer o mistério de como usar o nono “Chevron” do “Stargate”, se encontra impossibilitada de retornar para Terra após uma evacuação de emergência ,e viajam por ele até uma nave espacial chamada “Destiny”. Esta nave teria sido lançada pelos “antigos” no ápice de sua civilização, como um experimento colocado em ação, mas nunca terminado.

Alerta Vermelho






P-0078 - O Sacrifício de Thora - Kurt Brand - Publicado em 1/3/1963.
... Os neutralizadores de pressão chiaram. Uma luz de advertência vermelha acendeuse junto ao grande painel de controle. Três sereias de alarma soaram. Olavson bateu com a mão esquerda contra a chave do conjunto principal.Na Burma, energias infernais começaram a rugir. A escala da aceleração subia vertiginosamente. Com toda essa velocidade, o cruzador ligeiro descreveu uma curva inacreditável. Subitamente, uma parede incandescente de energia aproximou-se mais depressa do que o olho humano poderia acompanhá-la. Quatro naves da classe Império haviam disparado suas salvas de costado contra a pequena Burma... Apenas, deixaram de considerar a repentina mudança de rota do cruzador terrano!Os últimos feixes energéticos rasparam o campo defensivo como se fossem umhálito infernal. Mesmo esse ligeiro contato foi suficiente para levar o desempenho dos respectivos geradores acima da marca dos cem por cento. A sala de comando transformou-se num inferno de luzes vermelhas e de sereias de alarma...




Um estágio acima de um alerta amarelo, nesse status as armas e sistemas de escudos são ativadas, a nave se preparar para o combate. Alerta vermelho também pode ser ordenada em várias outras situações de emergência, como uma nave que está sendo abordada, exposição de radiação, um alerta de segurança , falha no sistema, uma iminente violação no núcleo de dobra , e uma ordem de evacuação, entre outros. Durante um alerta vermelho, luzes são apagadas, alarmes, som e terminais de computador mostram constantes gráficos vermelho. Um alerta vermelho poderia ser ativados manualmente pelo comandante ou o oficial encarregado, ou automaticamente, como quando uma nave foi atacado, ou entrou em uma área perigosa, etc. Seções de uma nave poderia ser colocado em alerta vermelho, enquanto outras seções manteve-se em menor estado de alerta. O alerta vermelho é o mais alto estado de alerta para um nave ou uma instalação da Frota Estelar, indicando uma situação extremamente perigosa, como entrar em combate. Quando o alerta vermelho é chamado a bordo de uma nave, as luzes se apagam, são ativados os alarmes sonoros, os escudos do campo de força, as armas da nave são ativadas, luzes vermelhas de alerta são acesas, o grupo mantém um elevado estado de prontidão, e todos os holodecks são desativados. O alerta vermelho pode ocorrer em naves espaciais, instalações, regiões ou em toda uma frota. O estado de alerta vermelho no universo de Star Trek é semelhante a uma chamada do quartel general a bordo dos navios da Marinha dos Estados Unidos.